Guia Fios de PDO e PLLA

Diferenças moleculares, mecanismos de ação e o que a evidência clínica publicada realmente mostra

Sem o hype e sem a negação: o que está documentado até 2025 sobre resultados, durabilidade e segurança — da bioquímica dos materiais à meta-análise de 26 estudos.

Guia: Fios de PDO e PLLA 

Diferenças moleculares, mecanismos de ação e o que a evidência clínica publicada realmente mostra

Sem o hype e sem a negação: o que está documentado até 2025 sobre resultados, durabilidade e segurança — da bioquímica dos materiais à meta-análise de 26 estudos.

NESTE ARTIGO

01  O que são fios absorvíveis e por que entraram na harmonização orofacial

02  PDO (polidioxanona): química, degradação e mecanismo de ação

03  PLLA (ácido poli-L-lático): por que dura mais e estimula diferente

04  Tipos de fios: lisos, espirais, espiculados, filler, matrix e sculpt — objetivos completamente distintos

05  O que os estudos histológicos mostram sobre neocolagênese

06  Dados clínicos de eficácia: o que os ensaios publicados realmente documentam

07  Complicações e segurança: os números da meta-análise de 26 estudos

08  Comparativo PDO x PLLA: tabela clínica para decisão

09  Seleção de pacientes e critérios clínicos para indicação em HOF

10  Combinações com outros procedimentos: o que a evidência sustenta

11  Perguntas frequentes

12  Referências científicas

PDO e PLLA são os dois materiais absorvíveis dominantes em thread lifting facial. O PDO é absorvido em 6 a 8 meses e estimula colágeno por resposta inflamatória controlada; o PLLA persiste por 12 a 18 meses com neocolagênese mais prolongada. A escolha entre eles — e a decisão sobre usar fios lisos versus espiculados — depende do objetivo clínico: melhora de qualidade de pele (bioestimulação pura) ou reposicionamento mecânico de tecidos ptóticos (lifting estrutural).

1. O que são fios absorvíveis e por que entraram na harmonização orofacial

Fios absorvíveis para rejuvenescimento facial não são uma tecnologia nova — suas raízes estão nas suturas cirúrgicas absorvíveis utilizadas desde a década de 1980. O que mudou nas últimas duas décadas foi a diversificação de geometrias, materiais e indicações, e a incorporação sistemática desses dispositivos em protocolos de rejuvenescimento minimamente invasivo.

No contexto da harmonização orofacial, os fios inserem-se como recurso intermediário: oferecem mais do que toxinas botulínicas e preenchedores em termos de reposicionamento mecânico de tecidos moles, mas com menor invasividade, menor tempo de recuperação e menor risco que o lifting cirúrgico. Um multicenter japonês retrospectivo publicado em 2025 analisou 111.948 procedimentos de thread lifting realizados entre 2020 e 2024 em mais de 100 clínicas — e documentou crescimento consistente de volumes e integração progressiva com outros procedimentos, com mais de 60% dos casos realizados como parte de protocolo multimodal.¹

Os materiais predominantes nesse mercado são o PDO (polidioxanona) e o PLLA (ácido poli-L-lático), cada um com características físico-químicas, cinética de degradação e perfis de estímulo biológico distintos. A compreensão dessas diferenças não é acessória — ela é o fundamento da indicação clínica criteriosa.

O PRINCÍPIO DUAL DO THREAD LIFTING
Todo fio absorvível facial atua por dois mecanismos simultâneos — em proporções que variam pelo tipo de fio. O primeiro é mecânico: o fio, especialmente quando espiculado, ancora e desloca fisicamente o tecido ptótico, gerando lifting imediato. O segundo é biológico: o implante de um polímero biodegradável desencadeia resposta de corpo estranho que ativa fibroblastos circundantes a produzirem novo colágeno e elastina. O threading é, portanto, tanto reposicionamento estrutural quanto bioestimulação — mas com pesos diferentes dependendo do tipo de fio escolhido.

2. PDO (polidioxanona): química, degradação e mecanismo de ação

A polidioxanona — PDO — é um polímero sintético monofilamentoso formado por unidades repetidas de éter-éster. Sua história clínica antecede em décadas o uso estético: era utilizada como sutura cirúrgica absorvível nos anos 1980, com excelente perfil de biocompatibilidade documentado em medicina. Essa herança regulatória é um dos pilares de sua adoção em estética.²

Do ponto de vista físico-químico, o PDO é hidrofílico — absorve água, o que facilita sua hidrólise enzimática no tecido. Essa característica acelera sua degradação em comparação ao PLLA. A integridade estrutural do fio de PDO persiste por aproximadamente 4 a 6 meses in situ; a absorção completa ocorre entre 6 e 8 meses. Um estudo experimental em suínos publicado no Journal of Cosmetic Dermatology (2024) documentou histologicamente a integridade do fio de PDO até 24 semanas com inflamação leve e produção de colágeno progressiva ao longo desse período — com ausência de colágeno residual no tecido às 48 semanas, confirmando a absorção completa.³

Cascata biológica após implantação

Após a inserção do fio, a sequência biológica ocorre em fases bem-definidas. Na primeira semana, a resposta inflamatória aguda mobiliza macrófagos e células imunes ao redor do polímero. Entre 2 e 4 semanas, fibroblastos são recrutados para a área e iniciam a síntese de colágeno tipo III (colágeno jovem, de cicatrização). Entre 4 e 12 semanas, colágeno tipo I começa a ser depositado, formando fibras mais maduras e estruturalmente robustas. Entre 3 e 6 meses, a neovascularização periférica aprimora o aporte nutricional da área. Após a absorção completa do fio, o colágeno depositado permanece — embora a literatura note que a persistência desse colágeno decresce progressivamente nos meses seguintes sem o estímulo mecânico do fio.⁴

PDO EM NÚMEROS: O QUE A PESQUISA BÁSICA DOCUMENTA
Um estudo comparativo em ratos expostos a UVB (Iranian Journal of Basic Medical Sciences, 2025) avaliou histologicamente PDO, PLLA e PCL em modelo de envelhecimento acelerado. O PDO demonstrou aumento significativo de densidade de colágeno dérmico e redução da razão COL1/COL3 em relação ao grupo envelhecido sem tratamento — restaurando um perfil de colágeno mais próximo do jovem. O COL1/COL3 é um marcador de maturidade do colágeno: razões elevadas indicam predominância de colágeno envelhecido sobre colágeno novo. Todos os três materiais melhoraram esse parâmetro, com PCL apresentando a maior magnitude de efeito, seguido de PLLA e PDO.⁵

3. PLLA (ácido poli-L-lático): por que dura mais e estimula diferente

O PLLA — ácido poli-L-lático — é o mesmo polímero base dos bioestimuladores injetáveis de grande penetração no mercado (como o Sculptra®). Na forma de fio, sua composição translada as mesmas propriedades para uma geometria filamentar: maior densidade, estrutura semicristalina, degradação mais lenta e capacidade de sustentar estímulo fibroblástico por período superior ao do PDO.⁶

O PLLA é hidrofóbico — absorve menos água que o PDO, o que retarda sua hidrólise. A degradação do fio de PLLA in situ ocorre em 12 a 18 meses; em alguns relatos clínicos, a integridade mecânica persiste além dos 12 meses. Essa cinética mais lenta tem implicações diretas: o estímulo biológico ao fibroblasto dura mais, e o colágeno continua sendo formado por um período mais longo após a inserção. É essa propriedade que fundamenta os relatos clínicos de resultados sustentados por 18 a 24 meses com produtos como o Silhouette Soft (PLLA/PLGA).⁷

A evidência histológica para PLLA em fio

Um estudo prospectivo, unicêntrico, com 25 pacientes saudáveis tratados com suturas absorvíveis de PLLA/PLGA para reposicionamento do terço médio (Dermatologic Surgery, 2020) analisou biópsias em múltiplos pontos de tempo. Os resultados foram inequívocos: colágeno progressivo documentado a partir do dia 90, com aumento significativo em relação ao baseline nos dias 180 e 270, e entre os dias 90 e 180. A conclusão do estudo é que a neocolagênese fornece suporte mecânico para a melhora estética observada clinicamente, independentemente da presença do fio.⁸

O mesmo estudo documentou que PLLA/PLGA no formato de suturas de suspensão estimula colágeno nas áreas imediatamente adjacentes ao trajeto do fio monofilamentoso e de seus cones — com a implicação clínica de que a posição exata do fio determina onde o colágeno será formado. Isso torna o planejamento de vetores em PLLA ainda mais crítico do que em PDO, dado que o processo bioestimulador de longa duração é mais difícil de reverter se mal posicionado.⁸

DADO HISTOLÓGICO-CHAVE: COLÁGENO COM PLLA/PLGA
Dia 90: colágeno detectável nas áreas adjacentes ao trajeto do fio
Dia 180: aumento significativo vs. baseline — pico de neocolagênese
Dia 270: colágeno mantido acima do baseline com progressão documentada
Fonte: Murray et al., Dermatologic Surgery, 2020 — estudo aberto, prospectivo, n=25 pacientes.

4. Tipos de fios: lisos, espirais, espiculados e funcionais — objetivos completamente distintos

Uma das confusões mais frequentes na literatura e na prática clínica é tratar “fios de PDO” ou “fios de PLLA” como categorias homogêneas. O material é apenas uma das dimensões da escolha — a geometria e a função do fio determinam o objetivo clínico com muito maior impacto prático. A classificação correta considera tanto a morfologia de superfície (liso vs. espiculado) quanto a finalidade funcional.⁹

BIOESTIMULAÇÃOFios Lisos (Smooth / Mono) e EspiraisSem projeções de superfície — não exercem tração mecânica sobre o tecido. A ação é exclusivamente biológica: o implante na derme ou subcutâneo superficial desencadeia resposta inflamatória controlada que ativa fibroblastos. São utilizados em padrão de malha (mesh technique) para cobrir áreas extensas de flacidez difusa.Indicação principal: melhora de textura e qualidade de pele, flacidez leve sem ptose significativa, rejuvenescimento global. Fios espirais (screw threads) ampliam a área de contato dérmico pelo formato helicoidal, potencializando o estímulo fibroblástico por unidade de fio inserido.
LIFTING MECÂNICOFios Espiculados (Cog / Bidirecionais / Suspensão)Possuem projeções — espículas, dentes ou cones — que ancoram mecanicamente o tecido subcutâneo e exercem tração direcional ao serem posicionados. Promovem lifting imediato e sustentado pelo tempo de permanência das espículas no tecido, somado ao estímulo de neocolagênese periférico.Indicação principal: ptose leve a moderada do terço médio e inferior, sulcos nasolabiais, linhas de marionete, ptose de sobrancelha, redefinição mandibular. Fios em U (ancoragem temporal bilateral) oferecem maior força de tração que fios em I. Vetores e técnica determinam o resultado.

Além dos dois grandes grupos morfológicos, existem categorias funcionais especializadas que ampliam consideravelmente o repertório do profissional de HOF:

VOLUME LOCALIZADOFio Filler (Fio Bomb)Também chamado de fio bomb, esse tipo não se diferencia pelo calibre do fio em si, mas pela forma de aplicação: uma única cânula carrega de 8 a 10 fios lisos simultâneos, que são depositados em conjunto no tecido-alvo. A massa de fios concentrada numa mesma área cria um efeito volumizador imediato pela ocupação física do espaço — daí a analogia com preenchedor — somado à resposta fibrótica coletiva que consolida e amplia o resultado ao longo das semanas.Indicações típicas: lábios (volume e definição), malar hipoplásico, mentoplastia não cirúrgica, sulcos moderados e região da glabela — especialmente nas rugas estáticas formadas pela ação repetida dos músculos corrugador e prócero, onde o fio bomb preenche o sulco pela massa de fios sem depender exclusivamente da toxina para o resultado estético.
REMODELAÇÃO DÉRMICAFio MatrixCategoria de fios com superfície texturizada ou reticulada, desenvolvidos para maximizar a área de contato dérmico e ampliar a produção de colágeno tipo III ao redor do trajeto de inserção. Funcionam como uma malha tridimensional interna que induz reorganização do colágeno existente enquanto estimula neocolagênese progressiva.Indicações típicas: remodelação global da qualidade dérmica em áreas extensas (terço médio, pescoço, colo), flacidez cutânea difusa, como base de protocolo antes de procedimentos energéticos ou como complemento de bioestimuladores injetáveis para potencializar a resposta fibroblástica.
CONTORNO ESTRUTURALFio SculptFios de maior rigidez e geometria específica para esculturas de contorno facial — mandíbula, zigoma, mento e linha temporal. Diferentemente dos fios de suspensão convencionais, os fios sculpt são posicionados em planos mais profundos (supraperiósteo ou imediatamente sobre o SMAS) para criar definição estrutural tridimensional, aproximando o resultado de procedimentos cirúrgicos de contorno.Indicações típicas: definição de ângulo mandibular, projeção malar sem preenchedor volumétrico, lifting de sobrancelha com definição de arco temporal, protocolo de V-line não cirúrgico. Exigem conhecimento anatômico de alta precisão pela proximidade com estruturas neurovasculares profundas.

Uma revisão sistemática dos tipos de fios publicada em Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology (2024) analisou as diferenças mecânicas e técnicas entre fios U-shaped (suspensão) e I-shaped, documentando taxas de sucesso de 85 a 90% para elevação visível de tecidos com fios U ancorados em região temporal — mas com maior risco de dimpling (12–18%) e sangramento (15–20%) em relação aos fios I-shaped.¹⁰

⚠  Fio liso não é sinônimo de thread lift
Na prática clínica e em redes sociais, o termo “thread lift” é frequentemente usado para qualquer procedimento com fios faciais. Isso é clinicamente impreciso. Fios lisos mono não realizam lifting — eles bioestimulam. A distinção importa para o planejamento de expectativas com o paciente, para a indicação correta e para a avaliação de resultados. Um paciente com ptose moderada tratado apenas com fios mono verá melhora de qualidade de pele mas não redistribuição tecidual — o que pode ser inadequado para a queixa apresentada. Da mesma forma, fio filler, matrix e sculpt têm finalidades distintas e não são intercambiáveis no planejamento clínico.

5. O que os estudos histológicos mostram sobre neocolagênese

A afirmação de que fios absorvíveis estimulam colágeno é frequentemente apresentada como fato consolidado — e ela é, em termos qualitativos. O que a literatura científica traz de mais nuançado é a comparação quantitativa entre materiais e a durabilidade desse colágeno após a absorção do fio.

PDO: inflamação leve, colágeno progressivo até 24 semanas

O estudo de Su et al. (Journal of Cosmetic Dermatology, 2024) inseriu fios de PDO, PGLA e nylon em tecido adiposo subcutâneo de suínos miniatura Bama de 12 meses — modelo experimental mais próximo da anatomia humana que modelos murinos. Os resultados para PDO: integridade estrutural documentada até 24 semanas, inflamação leve durante todo o período, produção progressiva de colágeno confirmada por coloração de Masson tricromo. Às 48 semanas, o fio não era mais detectável, confirmando absorção completa. A inflamação foi considerada clinicamente tolerável em comparação ao PGLA (mais agressivo).³

Comparativo PDO, PLLA e PCL em modelo animal envelhecido

O estudo de Soen et al. (Iranian Journal of Basic Medical Sciences, 2025) comparou os três materiais em ratos Wistar de 16 a 18 meses expostos a UVB para mimetizar fotoenvelhecimento. Os achados histológicos por coloração Sirius Red e análise de expressão gênica foram:⁵

  • Todos os três materiais melhoraram a densidade de colágeno dérmico e reduziram a razão COL1/COL3 em comparação ao grupo envelhecido não tratado — restaurando um perfil colágeno mais jovem
  • PCL foi superior a PDO e PLLA em densidade de colágeno absoluto e na razão COL1/COL3 — atribuído ao tempo de degradação mais lento, que sustenta estímulo fibroblástico por mais tempo
  • PLLA foi intermediário entre PCL e PDO nas métricas quantitativas, consistente com seu tempo de degradação mais longo que PDO mas mais curto que PCL
  • PDO foi o mais rápido a mostrar resposta — relevante clinicamente para procedimentos em que resultado precoce é prioridade

Estudo anterior em modelo murino (Cho et al., 2021) comparou PCL com PDO e PLLA em camundongos sem pelos: novo colágeno foi aumentado em cerca de 50% no grupo PCL em comparação aos grupos PDO e PLLA às 8 semanas — diferença estatisticamente significativa (P < 0,001). Colágeno tipo III foi aumentado significativamente no grupo PCL às 4 semanas. Esse mesmo estudo encontrou 20% de redução em área de rugas no grupo PCL, sem diferença significativa entre PDO e PLLA na área de rugas.¹¹

6–8 mAbsorção do PDO in situSu et al., J Cosmet Dermatol, 202412–18 mAbsorção do PLLA in situHong et al., Clin Cosmet Investig Derm, 2024+50%Colágeno novo PCL vs PDO/PLLA (8 sem)Cho et al., PMC8451902, 2021

6. Dados clínicos de eficácia: o que os ensaios publicados realmente documentam

A revisão da literatura clínica sobre fios absorvíveis para rejuvenescimento facial é marcada por uma limitação estrutural importante: a maioria dos estudos tem pequenas amostras, curto follow-up (geralmente até 6 meses) e ausência de grupo controle — dado que o uso de placebo é eticamente questionável em procedimentos de threading. Com essa ressalva explícita, os dados disponíveis são os seguintes.

PDO espiculado — o único RCT brasileiro publicado (2025)

Germani et al. publicaram em janeiro de 2025 no Aesthetic Surgery Journal Open Forum o único ensaio clínico randomizado brasileiro sobre quantidade de fios PDO no lifting facial. O estudo envolveu 22 pacientes de ambos os sexos, entre 30 e 60 anos, com sinais de ptose tecidual, recrutados em Lins, São Paulo. Os participantes foram divididos em dois grupos: G1 (3 fios por hemiface) e G2 (6 fios por hemiface). Estereofotogrametria 3D foi utilizada para medir deslocamento tecidual e variações volumétricas no baseline, 20 dias e 60 dias pós-tratamento.¹²

Os resultados são informativos: variações volumétricas significativas foram observadas ao longo do tempo no terço médio e inferior (P < 0,05), mas sem diferença significativa entre grupos (P > 0,6). O deslocamento tecidual mostrou significância temporal (P = 0,039) mas não intergrupos (P = 0,821). Escores de satisfação (GAIS) não diferiram entre grupos. Mais relevante: as melhoras iniciais diminuíram aos 60 dias — sugerindo que os efeitos mecânicos precoces atenuam-se antes que a neocolagênese assuma o papel de sustentação.

CONCLUSÃO DO ESTUDO DE GERMANI ET AL. (2025)
O número de fios PDO não influenciou significativamente os resultados de lifting sustentado ou a satisfação do paciente. As melhoras iniciais diminuíram aos 60 dias. Os pesquisadores pedem estudos com follow-up mais longo para avaliar o papel da neocolagênese nos efeitos de longo prazo.
Conclusão clínica direta: acrescentar mais fios não melhora o resultado — técnica, vetores e seleção de paciente importam mais que quantidade.

Estudo retrospectivo de 2 anos com fios barbed de PDO

Ali et al. (2018) reportaram os resultados de follow-up de 2 anos com fios espiculados absorvíveis de PDO em estudo com escores inovadores de avaliação objetiva e subjetiva. Os resultados documentam lifting sustentado de 3 a 10 mm ao longo dos dois anos, com alta satisfação dos pacientes e taxa de complicações de apenas 4,8%. O estudo também documentou que resultados significativamente melhores foram obtidos quando o thread lifting foi combinado com toxina botulínica, preenchedores e PRP.¹³

Meta-análise: satisfação imediata vs. longo prazo

Niu et al. (Aesthetic Plastic Surgery, 2021) conduziram a principal meta-análise sobre complicações e satisfação em thread lifting facial, incluindo 26 estudos. O dado mais clinicamente relevante é a queda na taxa de satisfação: de 98% imediatamente após o procedimento para 88% no acompanhamento de longo prazo (6 meses ou mais). Essa redução de 10 pontos percentuais é consistente com o que se sabe sobre a atenuação do efeito mecânico dos fios e a dependência parcial do resultado na neocolagênese residual.¹⁵

“98% de satisfação imediata, 88% após 6 meses ou mais.A queda não é falha do procedimento — é a realidade da biologia do fio.”
— Meta-análise de Niu et al., Aesthetic Plastic Surgery, 2021 — 26 estudos

O maior estudo do mundo: 111.948 procedimentos no Japão (2020–2024)

O multicenter retrospectivo publicado em 2025 analisando os registros do Tokyo Chuo Cosmetic Surgery Group entre 2020 e 2024 é o maior estudo sobre thread lifting facial já publicado. Com 111.948 procedimentos em mais de 100 clínicas, os dados revelam tendências de mercado e prática clínica real.¹

  • O volume de procedimentos cresceu ano após ano durante os 5 anos analisados, com aumento da idade mediana dos pacientes: de 34 anos em 2020 para 42 anos em 2024 — indicando migração para uma faixa etária com ptose mais estabelecida
  • A combinação PDO + PCL (39,18%) foi o protocolo mais comum, seguido de PDO isolado (36,74%) e PCL isolado (21,07%)
  • Mais de 60% dos pacientes realizaram thread lifting associado a outros procedimentos (fillers ou toxinas)
  • A duração média documentada na prática real foi de 6 a 12 meses para PDO e ligeiramente maior para PCL

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7. Complicações e segurança: os números da meta-análise de 26 estudos

A segurança dos fios absorvíveis em relação aos não absorvíveis é um ponto bem estabelecido na literatura. Mas os dados de complicações com fios absorvíveis — normalmente subestimados no contexto de venda e marketing do procedimento — merecem apresentação completa para que o profissional possa gerenciar expectativas e selecionar pacientes com rigor.

Dados consolidados da meta-análise (26 estudos, Niu et al. 2021)

COMPLICAÇÃOINCIDÊNCIA POOLEDNOTAS
Edema (swelling)35%Complicação mais frequente; transitório, resolução espontânea
Dimpling (afundamento cutâneo)10%Pacientes >50 anos têm risco 16% vs 5,6% em mais jovens
Parestesia6%Absorvíveis: 3,1% vs não-absorvíveis: 11,7%
Visibilidade / palpabilidade do fio4%Risco aumentado em pele fina ou inserção muito superficial
Infecção2%Pacientes >50 anos: 5,9% vs 0,7% em mais jovens
Extrusão do fio2%Absorvíveis: 1,6% vs não-absorvíveis: 7,6%
Migração do fioRelatada em casosRisco reduzido com técnica correta e fios de alta qualidade
GranulomaRaro, <1%Associado a fragmentação irregular e resposta de corpo estranho atípica
Fonte: Niu Z et al. A meta-analysis and systematic review of the incidences of complications following facial thread-lifting. Aesthetic Plast Surg. 2021;45:2148–2158. N=26 estudos. Fios absorvíveis apresentam significativamente menos parestesia e extrusão que não absorvíveis.
⚠  Dois fatores que aumentam o risco de complicações
Idade do paciente: pacientes acima de 50 anos têm risco significativamente maior de dimpling (16% vs 5,6%) e infecção (5,9% vs 0,7%) que pacientes mais jovens — achado que deve integrar a seleção clínica e o consentimento informado.
Uso de fios não absorvíveis: fios permanentes apresentam taxas de parestesia (11,7% vs 3,1%) e extrusão (7,6% vs 1,6%) dramaticamente maiores que os absorvíveis. A literatura é uniforme nessa conclusão: o risco de complicações tardias graves é estruturalmente maior com materiais não absorvíveis.

Um estudo prospectivo com fios 3D bidirecionais de PDO em 30 pacientes do sexo feminino (média de 58 anos) avaliados por imagem 3D (LifeViz®) mostrou redução significativa dos escores WSRS ao longo de 6 meses (de 2,33 para 1,47, P < 0,001) sem nenhuma complicação maior — apenas eventos adversos menores e transitórios como hematomas. O estudo reforça que a técnica rigorosa em centros especializados produz perfil de segurança muito diferente do relatado em estudos que incluem procedimentos realizados por operadores não treinados.¹⁶

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8. Comparativo PDO x PLLA: tabela clínica para decisão

PARÂMETROPDO (POLIDIOXANONA)PLLA (ÁCIDO POLI-L-LÁTICO)
Propriedade físicaHidrofílico, monofilamentoso, mais flexívelHidrofóbico, semicristalino, mais rígido e resistente
Tempo de absorção6–8 meses12–18 meses
Produtos de degradaçãoMonômero de 2-hidroxiacético; eliminado metabolicamenteÁcido láctico, CO₂ e água; metabolizado completamente
Duração do estímulo fibroblásticoMais curta — alinhada com período de absorçãoMais longa — neocolagênese documentada até 270 dias
Intensidade da resposta inflamatóriaModerada a baixa (biocompatibilidade alta)Moderada — histologicamente controlada e localizada
Lifting mecânico imediatoPresente com fios espiculados; ausente em mono/smoothPresente com fios espiculados/cones (ex: Silhouette Soft); maior força de ancoragem
Duração clínica documentada6–18 meses (colágeno residual além da absorção)18–24 meses (estudos com follow-up clínico)
Disponibilidade de produtos no BrasilAmpla — múltiplos fabricantes, vasta gama de espessuras e geometriasMenor — principal referência Silhouette Soft (PLLA/PLGA)
Risco de nódulos tardiosBaixo com técnica corretaBaixo; maior visibilidade de cones em pele fina
Custo relativoGeralmente mais acessívelGeralmente mais elevado pela maior duração e força mecânica
A escolha entre PDO e PLLA não define o resultado — define a janela temporal do efeito e a intensidade do estímulo biológico. A geometria do fio (liso vs. espiculado) e a precisão técnica na inserção são os determinantes primários do resultado clínico para o paciente.

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9. Seleção de pacientes e critérios clínicos para indicação em HOF

A literatura convergente aponta para um perfil claro de candidato ideal ao thread lifting facial — e para um conjunto de contraindicações relativas e absolutas que devem nortear a decisão de indicar ou não o procedimento.¹⁷

PERFIL DE CANDIDATO IDEAL30 a 55 anos — envelhecimento inicial a moderado sem ptose avançadaFlacidez leve a moderada dos tecidos moles — especialmente terço médio e inferiorSubstrato dérmico preservado — sem atrofia extensa da dermeExpectativas realistas quanto à magnitude e durabilidade do resultadoAusência de comorbidades que afetam cicatrização (diabetes descompensado, anticoagulantes, autoimunidade ativa)Disponibilidade para downtime de 3 a 7 dias (principalmente fios barbed)Boa relação anatômica entre ptose e volume disponível para traçãoCONTRAINDICAÇÕES E CAUTELASPtose acentuada com excesso cutâneo significativo — indicação cirúrgicaHeavy face com excesso volumétrico — risco de agravamento da ptose com tração inadequadaInfecção ativa na área de tratamentoCoagulopatias ou anticoagulação terapêutica — risco de hematomaProcedimentos estéticos na área nos últimos 6 meses (especialmente fios anteriores)Gestação e amamentaçãoPacientes acima de 55–60 anos com pele fina e desvitalizada — risco de dimpling e visibilidadeHistórico de quelóides ou cicatrização hipertrófica

Um dado especialmente relevante para a prática em HOF: o estudo de Contreras et al. (Journal of Cosmetic Dermatology, 2023) — a revisão sistemática mais recente sobre PDO em face — identificou que a literatura disponível ainda é escassa em termos de metodologia rigorosa, e que as técnicas ideais de inserção e os vetores adequados por região não estão definitivamente padronizados. Isso não implica que o procedimento seja ineficaz — implica que a curva de aprendizado técnico é determinante, e que profissionais com base anatômica sólida produzem resultados consistentemente superiores a operadores de menor treinamento.¹⁷

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10. Combinações com outros procedimentos: o que a evidência sustenta

A integração de fios com outros procedimentos não é apenas tendência de mercado — é sustentada por dados clínicos que mostram potenciação de resultados. A lógica biológica é clara: cada modalidade atua em uma camada ou mecanismo distinto do envelhecimento facial.

Thread lift + toxina botulínica

O lifting mecânico realizado pelo fio é parcialmente contrabalançado pela ação muscular de expressão — especialmente no terço inferior, onde os músculos depressores exercem forças opostas ao vetor de tração. A toxina botulínica, ao reduzir essas forças de contração, preserva e prolonga o efeito do fio. O estudo de Ali (2018) com follow-up de 2 anos documenta explicitamente que os melhores resultados foram obtidos na combinação com toxina.¹³

Thread lift + preenchedores

Fios repositionam tecidos, mas não restauram volume. Em pacientes com perda volumétrica concomitante à ptose, o thread lifting sem reposição de volume frequentemente revela a depleção que estava sendo mascarada pelo deslocamento inferior dos tecidos. A literatura e a prática clínica apontam para a sequência: fios primeiro (para reposicionamento estrutural), preenchedor depois (para restauração volumétrica no novo posicionamento). O timing entre os dois procedimentos — imediato, no mesmo dia, ou diferido por semanas — é questão de protocolo clínico individual.¹³

Thread lift + HIFU / radiofrequência

Um estudo retrospectivo em Taiwan (PRS Global Open, 2025) avaliou a combinação de thread lifting com HIFU (high-intensity focused ultrasound) em pacientes com flacidez facial. O resultado: mais de três quartos dos pacientes mantiveram melhora sustentada no follow-up através de 3 intervenções sequenciais. A hipótese é de sinergismo: o HIFU age no SMAS e na derme profunda por energia térmica, enquanto os fios atuam por reposicionamento mecânico e bioestimulação superficial — camadas de ação complementares.¹⁸

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11. Perguntas frequentes

Qual a diferença entre fios de PDO e PLLA?

PDO (polidioxanona) é absorvido em 6 a 8 meses; PLLA (ácido poli-L-lático) em 12 a 18 meses. O PLLA, mais rígido e hidrofóbico, sustenta estímulo fibroblástico por mais tempo — com neocolagênese documentada histologicamente até o dia 270. O PDO oferece resposta biológica mais rápida e resultado mecânico imediato com maior versatilidade de geometrias disponíveis. A diferença clínica principal é a janela temporal do efeito: PDO para ciclos de renovação mais curtos; PLLA para lifting estrutural mais duradouro.

Fios lisos e espiculados servem para o mesmo objetivo?

Não. Fios lisos (smooth/mono) não promovem lifting mecânico — atuam exclusivamente por bioestimulação dérmica, sendo indicados para qualidade de pele e flacidez leve. Fios espiculados (cog, bidirecionais, suspensão) possuem projeções que ancoram tecido e exercem tração direcional — são indicados para ptose de grau leve a moderado com objetivo de reposicionamento estrutural. A confusão entre os dois tipos é responsável por grande parte das expectativas não atendidas com o procedimento.

Qual o tempo de duração dos resultados com fios de sustentação?

Para fios PDO barbed, a meta-análise de 26 estudos documenta satisfação de 88% no acompanhamento tardio (6 meses ou mais), versus 98% imediatamente após. Estudos com follow-up de 2 anos documentam lifting de 3 a 10 mm sustentado. Para PLLA (ex: Silhouette Soft), relatos clínicos indicam 18 a 24 meses. O maior estudo do mundo (111.948 procedimentos, Tokyo, 2020–2024) documenta duração média de 6 a 12 meses na prática clínica real. A variação individual é significativa.

Quais são as complicações mais frequentes com fios faciais absorvíveis?

Pela meta-análise de Niu et al. (2021, 26 estudos): edema (35%), dimpling (10%), parestesia (6%), visibilidade do fio (4%), infecção (2%) e extrusão (2%). Fios absorvíveis têm taxas significativamente menores de parestesia e extrusão que não absorvíveis. Pacientes acima de 50 anos têm maior risco de dimpling e infecção. A maioria das complicações é autolimitada e de resolução espontânea.

Usar mais fios garante melhor resultado?

Não — segundo o único RCT brasileiro publicado (Germani et al., Aesthetic Surgery Journal Open Forum, janeiro 2025). O estudo randomizado com 22 pacientes comparando 3 versus 6 fios por hemiface, com estereofotogrametria 3D, não encontrou diferença significativa em deslocamento tecidual, volume ou satisfação entre grupos. A técnica, os vetores de inserção e a seleção de pacientes determinam o resultado — não a quantidade de fios.¹²

Fios absorvíveis podem ser combinados com outros procedimentos?

Sim — e a literatura sustenta que as combinações produzem resultados superiores ao procedimento isolado. Thread lift + toxina botulínica: a toxina reduz forças musculares que contraariam o vetor de lifting, preservando o resultado. Thread lift + preenchedores: fios repositionam tecidos ptóticos; fillers restauram volume perdido no novo posicionamento. Thread lift + HIFU/RF: ação em camadas diferentes (HIFU no SMAS; fios no plano subcutâneo). Mais de 60% dos procedimentos do multicenter japonês foram realizados em contexto multimodal.

Thread lift substitui o lifting cirúrgico?

Não. Fios absorvíveis são indicados para ptose leve a moderada em pacientes com substrato dérmico preservado — tipicamente entre 30 e 55 anos. Em ptose acentuada, excesso cutâneo, heavy face ou flacidez cutânea extensa, o lifting cirúrgico continua sendo o padrão-ouro em termos de resultado e durabilidade. O thread lift ocupa o espaço entre procedimentos não-invasivos e cirurgia, com vantagem no downtime e desvantagem na magnitude e longevidade do resultado em casos mais avançados.

PDO estimula colágeno mesmo após ser absorvido?

Parcialmente. O colágeno formado durante o período de presença do fio persiste além da absorção — mas a literatura indica que essa persistência decresce progressivamente na ausência do estímulo mecânico. O modelo histológico em suínos de Su et al. (2024) documenta produção de colágeno progressiva durante as 24 semanas de integridade do fio PDO, com ausência do fio às 48 semanas. O colágeno residual é o que sustenta o resultado clínico após a absorção do material — daí a importância de não prometer “efeito permanente” ao paciente.³

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REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS

1.  Ikeya H, Watanabe Y et al. Multicenter review of more than 110,000 facial thread lifting cases from a cosmetic surgery group. Plastic and Reconstructive Surgery — Global Open. 2025. PMC12674162.

2.  Su D, Wang S et al. Experimental investigation of biostimulatory effects after polydioxanone thread insertion in a pig model. Journal of Cosmetic Dermatology. 2024. doi: 10.1111/jocd.15966. PMID: 37550069.

3.  Su D, Wang S, et al. Experimental investigation of biostimulatory effects after polydioxanone thread insertion in a pig model. Journal of Cosmetic Dermatology. 2024;23:804–809. doi: 10.1111/jocd.15966.

4.  Yoon JH, Kim SS, Oh SM et al. Tissue changes over time after polydioxanone thread insertion: an animal study with pigs. Journal of Cosmetic Dermatology. 2019;18:885–891. PMID: 30582270.

5.  Soen M, Hidayat M, Widowati W. Enhancing dermal collagen density towards youthfulness: a comparative study of PCL, PLLA, and PDO thread implantation in aging rats model. Iranian Journal of Basic Medical Sciences. 2025;28(2):151–157. PMC11756731.

6.  Hong GW, Kim SB, Park SY, Wan J, Yi KH. Thread lifting materials: a review of its difference in terms of technical and mechanical perspective. Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology. 2024;17:999–1006. PMC11086642.

7.  Hong GW, Kim SB, Park SY et al. PMC11086642 — PLLA (Silhouette Soft) maintenance duration approximately 18–24 months by combined collagen stimulation + slower resorption profile. Clin Cosmet Investig Dermatol. 2024;17:999–1006.

8.  Murray CA, Zloty D, Warshawski L. Stimulation of collagenesis by poly-L-lactic acid (PLLA) and -glycolide polymer (PLGA)-containing absorbable suspension suture and parallel sustained clinical benefit. Dermatologic Surgery. 2020;46(12):1567–1574. PMID: 32167231.

9.  PMC11766856. Pre- and post-procedural considerations and thread types for thread lifting — systematic review U-shaped and I-shaped barbed threads. Clinical, Cosmetic and Investigational Dermatology. 2025. doi:10.2147/CCID.S492408.

10.  PMC11766856 — same source. U-shaped threads: 85–90% success rates for visible elevation; bleeding risk 15–20% and dimpling 12–18% vs I-shaped. Clin Cosmet Investig Dermatol. 2025.

11.  Cho MK, Kim WS. Efficacy study of the new polycaprolactone thread compared with other commercialized threads in a murine model. Journal of Cosmetic Dermatology. 2021;21(1):55–61. PMC8451902. doi: 10.1111/jocd.14500.

12.  Germani M, Munoz-Lora VRM, Carnevali ACN et al. Is more always better? A randomized comparative clinical trial about the impact of polydioxanone threads quantity for facial lifting. Aesthetic Surgery Journal Open Forum. 2025 Jan 11;7:ojaf002. PMID: 40236886.

13.  Ali YH. Two years’ outcome of thread lifting with absorbable barbed PDO threads: innovative score for objective and subjective assessment. Journal of Cosmetic and Laser Therapy. 2018;20(1):41–49. PMID: 28863268.

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15.  Niu Z, Zhang K, Yao W et al. A meta-analysis and systematic review of the incidences of complications following facial thread-lifting. Aesthetic Plastic Surgery. 2021;45:2148–2158. PMID: 33821308.

16.  Croquis® Barbed Cutting PDO 3D Bi-directional study. Prospective study of 30 female patients, mean age 58.0 years, midfacial lifting, 6-month follow-up. WSRS 2.33→1.47 (P<0.001). Published 2024.

17.  Contreras C, Ariza-Donado A, Ariza-Fontalvo A. Using PDO threads: a scarcely studied rejuvenation technique — case report and systematic review. Journal of Cosmetic Dermatology. 2023;22(8):2158–2165. PMID: 37021458.

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19.  Samizadeh S. Thread types and materials. In: Samizadeh S, ed. Thread Lifting in Aesthetic Medicine. Springer eBooks. 2024:179–198. doi: 10.1007/978-3-031-46972-2_14.

20.  Tong LX, Rieder EA. Thread-lifts: a double-edged suture? A comprehensive review of the literature. Dermatologic Surgery. 2021;47(2):171–176. PMID: 32881722.

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Dra Vitória Ariella

Cirurgiã-dentista especialista em Harmonização Facial, pós-graduada em Odontologia Estética e  Docente em Pós-Graduações e Cursos Livres.

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